7.1.07


Porque hoje é domingo e está bom tempo.
Photo: James Nachtwey

6.1.07


TOKYO - JANUARY 5: Sumo Grand Champion Asashoryu.(Photo by Junko Kimura)
Não é líquido que por trás do avental esteja um penico.

5.1.07


Terá sido Pinto da Costa quem dopou Nuno Assis, para prejudicar o Benfica?

4.1.07


Nota-se alguma mudança no guarda-roupa da Maria Cavaco.
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3.1.07

A água
chia no púcaro
que elevo à boca.

«É um som fresco»
diz-me quem me dá a bebê-la.

Sorrio.
O som é só um som de chiar.

Bebo a água
sem ouvir nada com a minha garganta.

Alberto Caeiro

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2.1.07

A Villa 0-0 Chelsea

Oportunidade para Mourinho. É que o Manchester empatou.
Coirato no directo, às 20:00.
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1.1.07

Lambert for you

Lagosta Suada
Começamos o ano com lagosta, contrariando os apóstolos da desgraça.
Cozinhada à boa moda portuguesa, neste caso de Peniche.
Começa-se por tirar a tripa à lagosta, uma operação digna dos lacaios do Dr. House.
Os especialistas usam uma antena da lagosta. Eu usei uma baguette chinesa. Enfiei a baguette por um pequeno orifício junto da cauda da lagosta, que escorrega facilmente até uma das antenas da cabeça. Puxa-se rapidamente e sai a tripa, ou se não sair, coma também a tripa. Os tripeiros são boa gente.
De qualquer modo, a operação descrita é seguida da "sangria", salvo seja porque não é sangue. A perfuração daquelas zonas tripeiras da lagosta, liberta líquidos que se escorrem para o fundo de um tacho com dois dedos de água.
Depois corta-se a lagosta pelos anéis. Corta-se também a cabeça, mas no sentido longitudinal e retira-se um saco acinzentado, aproveitando-se o resto, que se coloca com as patas, pinças e antenas no tacho da "sangria", mas não os anéis, por enquanto.
Sobre as patas, pinças e antenas, pique cebola, alho, salsa e tomate aos pedaços.
Rega-se com azeite e tempera-se com sal, pimenta e colorau.
Coloca-se então os anéis da lagosta.
Rega-se com vinho branco e conhaque (ou brandy).
Junta-se malagueta, louro, noz moscada e um ou dois cubos de manteiga com alho.
Tapa-se o tacho, põe-se um peso sobre a tampa e deixa-se suar em lume brando durante uma hora, sacudindo por vezes.
Tira-se a tampa, cheira-se e bebe-se um copo de espumante fresquinho. Junte ao cozinhado um pequeno cálice de Vinho do Porto. Tape e deixe apurar mais um quarto de hora.
Entretanto vá cozendo um arroz branco para acompanhar a obra.
Abrimos um vivificante espumante da Filipa Pato, filha do Luis e formada em Engenharia Química pela UC. Na Bairrada é assim.
Bom proveito.

Foto ZGarcia
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