| Braga 0-1 Porto |
Em directo com Coirato, às 20:30.
| A via férrea ibérica foi construída com a bitola de 1,668m, distância entre carris.
Para lá dos Pirinéus há a bitola europeia de 1,435m.
No entanto, já desde 1992 que em Espanha se circula em bitola europeia com o AVE - Alta Velocidade Española, vulgo TGV, que devido às suas características, só é utilizada para transporte de passageiros. Em construção está uma linha Madrid-Badajoz, certamente na base de acordos com Portugal e a União Europeia que incluíam a continuidade dessa via por território português.
Parece que o actual Governo português teve uma decisão precipitada, ao abandonar a ligação de Portugal à Rede Transeuropeia de Alta Velocidade, vindo agora anunciar, para safar a coisa, um projecto alternativo na bitola do TGV, mas para transporte de mercadorias até Badajoz.
E daí lavam as mãos. Se as mercadorias ficarem em Badajoz, a culpa é dos espanhóis. |
Pescada à Poveira Na Póvoa do Varzim come-se da melhor pescada. Um dos segredos está na sua cozedura. Posta de pescada fresca, fresca sem frigorífico, tempera-se com sal e deixa-se umas horas. Coloca-se depois em água fria, enquanto se leva ao lume um tacho com água ligeiramente temperada de sal. Quando levantar fervura introduz-a posta de pescada com uma folha de louro. Quando novamente levantar fervura, quebra-se com água fria. Baixa-se o fogo e deixa-se cozer lentamente por alguns minutos, poucos, apenas o suficiente para perder o aspecto sanguíneo junto à espinha. Entretanto coze-se batatas, cenouras, couve galega e ovo. Pode substituir a couve por grelos, que também vai bem. Prepara-se ainda um molho, aquecendo azeite com cebola picada, temperando com colorau, sal e pimenta, a que se junta um gole de bom vinagre de vinho. O empratamento é feito com uma base de fatias de pão, regadas com um pouco do molho, sobre as quais se coloca o peixe. À volta os vegetais e o ovo encaixado na posta, tudo regado com o molho. Menção especial para o vinho com que acompanhamos este delicado prato. Um branco Vila Regia da Sogrape, algo como um delicioso champanhe disfarçado de vinho. O sabor está lá, mas com um gás muito discreto, quase despercebido, sem exuberâncias. Bom proveito. |