O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
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6.7.09
Lambert for You
Jaquinzinhos Comida simples de Verão, é o que temos hoje. Os carapauzinhos, depois de amanhados são mergulhados em leite, durante um quarto de hora a meia hora. Faça uma mistura de farinha com um pouco de sal fino. Escorra os carapaus, passe-os pela farinha e leve a fritar em óleo, até estarem dourados, o que é rápido, dependendo também da temperatura do óleo. Três minutos no máximo por carapau. Minuto e meio de cada lado, já que tem de os virar. O acompanhamento tradicional para este pitéu, depende da região. A sul vão com uma açorda de coentros, e mais a norte com um arroz de feijão, ou arroz de tomate, o que preferimos. Para o arroz de tomate aloire cebola e alho picados em azeite. Junte pedacinhos de tomate sem pele nem graínhas e uma folha de louro. Deixe apurar até o tomate desfazer. Adicione água quente, duas vezes o volume do arroz. Tempere com sal e pimenta e quando levantar fervura junte o arroz. Tape e deixe cozer em lume brando por uns vinte minutos. Enfeite com uma azeitona e acompanhe com salada. Abrimos um fresquíssimo branco alentejano, que se entreteve muito bem com os jaquinzinhos. Bom proveito.
Os britânicos depuseram grandes esperanças em Handy Murray para a final de Wimbledon, mas não chegou lá. Foi batido na meia final pelo americano Andy Roddick (6-4, 4-6, 7-6, 7-6), que joga hoje a final com Federer. Os americanos sentem-se como peixes na água em Wimbledon. Serena e Venus lá chegaram à final feminina mais uma vez. Desta vez ganhou a gorda (7-6, 6-2).
Em tempo (18:45): Federer acabou por ganhar a final, 5-7, 7-6, 7-6, 3-6 e 16-14, num match que durou mais de quatro horas, com uma assistência diversificada, desde Sampras e Alex Ferguson a Woddy Allen.
Hoje é dia de eleições no Benfica. Vieira demitiu-se para ir a novas eleições, marcadas em prazo curto, retirando o tapete a outros candidatos. Mas a coisa vai para tribunal. Porque a tramóia tropeça nos estatutos.
Pina Bausch (1940-2009), que se finou, revolucionou a dança e a coreografia. A sua liberdade de expressão, sem preconceitos, roça o insólito, mas sempre belo.
No Iraque festeja-se a retirada das tropas americanas dos centros urbanos. O dia de ontem, foi feito feriado nacional, como Dia da Soberania Nacional. Uma espécie do nosso 1º de Dezembro, dia da restauração da independência.
Roger Federer (imagem) prepara-se para regressar ao topo do ranking, com a excelente actuação que está a ter em Wimbledon, mostrando que continua a ser o melhor, ou pelo menos o mais regular tenista da actualidade. Pelo que é dado ver, torna-se muito previsível uma final Federer-Andy Murray. O escocês demonstrou ontem ser um excelente fundista, numa interminável partida de quatro horas e cinco sets, que ganhou ao suiço Wawrinka (2-6, 6-3, 6-3, 5-7, 6-3). Também muito ajudado pelo público. É o menino da casa. No feminino, o clan Williams também se sente em casa por aqui, e se no ano passado a final foi Vénus-Serena, este ano é capaz de ser Serena-Vénus. A não ser que Safina se meta no meio. A ganharem sempre os mesmos, a coisa também perde interesse.